No, its not going to stop…
… So just give up.

Acordei no meio da noite e você não estava ao meu lado.
Levantei assustado… te procurando…

_ Estou aqui, meu bem. – diz você sentada no sofá da sala.

Espero minha visão acostumar com o escuro, então sento ao seu lado.

_ Aconteceu algo? –  Eu pergunto.
_ Sim, tive um pesadelo. – Você responde.

Então te abraço e depois de alguns segundos eu falo.

_ Não fique com medo.
_ Vamos volta para cama, não vou deixar que nada aconteça contigo.

E fomos abraçados.

E você sorriu
e tudo mudou.

Era cedo quando acordei, estava claro e não devia ser mais que oito da manhã. Você estava ao meu lado, linda como sempre, cabelos cacheados, e tentando cobrir do frio matinal. Levantei devagar, mas acabei te  acordando.

_Isso é hora de acordar guri? Você pergunta.

_Volte a dormir, está cedo, respondi com um simples balançar de cabeça.

_Não, preciso ir trabalhar, vou tomar um banho,  quer ir comigo?

_Quero, eu respondo.

Numa tarde de chuva, sentado na varanda de casa, escutando um disco bem baixinho do Miles Davis, você  aproxima de mim e fala.

_ Esse disco é bom.

_ É, eu sei. – Eu respondo, acendendo um cigarro.

_ Estou com frio, vamos fazer chocolate quente?

_ Vamos.

Acabou meus amigos, uma relação que durou seis anos entre altos e baixos. Confesso que não fui fiel nesse relacionamento, algumas vezes pensei em desistir e jogar tudo fora, mas felizmente tenho o orgulho de dizer que assisti uma das coisas mais belas que já foi produzido pela tevê mundial. Dia 23/05/2010 passou seu último capitulo. Belo, magnífico, maravilho, são enes adjetivo que podemos dar à esse série de maior sucesso de todos os tempo.

Não analisarei o seriado já que tem vários sites fazendo isso, apenas deixo aqui minha homenagem a essa serie que me prendeu do começo ao fim e hoje em uma antitese emocional, contemplo algo extremamente fascinante como foi LOST.

Obrigado por fazer parte de mim durante esses seis anos.

Estávamos andando, quando você perguntou.

_Que música é aquela que escutamos ontem?
_ Não lembro, mas é mais ou menos assim; Honey lovin you is the greatest thing, i get to be myself and i get to sing…

Então eu te abracei e continueia cantar.

Abraço-te, sabendo que o ultimo não será,
Beijo-te, imaginando o próximo que me dará,
Amo-te, jurando que esse amor só crescerá,
Deixo-te, mas com a certeza que voltará.

Era de noite quando te vi pela primeira vez, você estava descalça e brincava na areia da praia enquanto andava, usava um vestido florido verde e em uma das mãos tinha um chapéu daqueles de praia, seu cabelo era cacheado, volumoso e tinha um tom meio loiro ou meio ruivo, não dava para ver direito, então como se tivesse perdido algo, sentou na areia e ficou olhando as dança das ondas em uma noite agitada do mar.

Fiquei te admirando de longe por algum tempo, não sei ao certo quantos minutos, dez, talvez vinte ou um pouco mais, não tava nem um pouco importando com isso, o tempo tinha parado para mim e tudo que eu queria era ficar te observando. Seus cabelos mexiam de acordo com a brisa que ia embora para a imensidão do mar e você ficava no seu mundo, com seus pensamentos, imóvel na praia e fitando a maresia.

Fui aproximando de você sem querer te assustar, sabia que naquele momento você estava longe, mas meu coração pedia para ficar ao seu lado. Cheguei cada vez mais perto, até que parei ao seu lado. Como se você já me esperasse, olhou para mim e sorriu. Sentei e ficamos conversando. Gostei de você desde a primeira vez que te vi e mesmo depois de um tempo, meu coração ainda estava acelerado, minha mão suava e uma sensação estranha em meu peito me deixava nervoso, porém, meu coração implorava por aquele momento.

E naquela noite eu quis te beijar e  você disse, sim.

Era no meio da noite quando o celular resolveu tocar. Acordei meio assustado,  levei alguns segundos para entender o que estava acontecendo  e resolvi atender antes que a ligação caísse. Reconheci a sua voz no primeiro “olá” e me acalmei. Meu coração já não estava mais acelerado. Eu estava lúcido, porém com sono e cansado, tinha trabalhado o dia inteiro e o sol iria acordar em poucos minutos e mesmo assim continuava te dando atenção, sua voz estava serena, mas cansada, talvez não tivesse ido dormir ainda.. Perguntei se tava tudo bem e você me prepôs tomar um café. Respondi que estaria lá em quarenta minutos.

Levantei, olhei no espelho e percebi que precisava cortar o cabelo, tomei um banho e coloquei um boné para disfarçar um pouco, peguei a chaves do carro e fui tomar o tal café. Você já tava lá quando cheguei. Estava usando um vestido laranja, um sapatinho preto e por cima do vestido uma jaqueta verde claro, seus olhos estavam vermelhos e nesse momento percebi que alguma coisa não tava certa.

_ Bom dia, você disse.

Respondi e pedi um café, ainda estava escuro e frio, não éramos os únicos naquele lugar, aconchegante, mas eu realmente não tava me importando com isso.

_ Aconteceu alguma coisa? Eu perguntei.

Você ficou me olhando por algum tempo, olhando meu rosto, meu cabelo, minha boca soprando o café quente e fiquei imaginando o que você queria. Foi nesse momento que percebi que você estava olhando para mim como se fosse a ultima vez em sua vida. Finalmente você disse.

_Estou triste, não sei o que fazer. – Pegando a xícara de café e levando até os lábios.

_Não faça nada. – Eu respondi e vi uma lagrima saindo dos seus olhos.

_Precisava te ver. – Você disse.

Fiquei alguns minutos com a cabeça baixa, milhares de idéias viam e iam embora em segundos, não estava gostando daquela situação e você perguntou.

_ Você me ama?

_ Sim. – Eu disse.

_Seu amor sairia desse lugar e iria comigo aonde eu fosse?

_ Sim – Respondi sem hesitar.

Você sorriu e chorou, foi a primeira vez em minha vida que vi você chorar. Suas lagrimas desciam pela bochecha e te abracei com força. Então vi seu sorriso, suas covinhas e sorri também.

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